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domingo, 21 de agosto de 2016

Jogador da Alemanha provoca torcida do Brasil e se arrepende

Alemão que provocou torcida com sinal de 7 pede desculpas
Durou pouco a ousadia do lateral reserva alemão Robert Bauer. Horas depois de sair do gramado do Maracanã provocando a torcida brasileira fazendo um sinal de 7 com as mãos – em alusão a vocês sabem o que –, Bauer já se arrependeu. Talvez com medo de ocupar o lugar de Ryan Lochte como o inimigo número 1 da torcida da casa na Rio-2016, o medalha de prata postou no Instagram uma foto com a camisa da seleção e se desculpou, dizendo que estava de cabeça quente depois da derrota da Alemanha nos pênaltis para o Brasil.“Durante o jogo eu agi de forma emocional. Se eu tiver ofendido alguém com essa ação, peço mil desculpas”, postou Bauer, em uma mensagem em português. “Foi um prazer enorme poder jogar futebol nesse país tão receptivo e com um povo tão alegre. Parabenizo todo o povo brasileiro pela medalha de ouro.”
O alemão Robert Bauer posta foto pedindo desculpas após provocar os brasileiros

Fonte:Veja.com

Brasil ganha o Ouro Olímpico no futebol masculino

Brasil ganha nos pênaltis, o ouro que faltava ao futebol masculino

Após angariar mais antipatia do que apoio da torcida, a seleção conseguiu a vitória na disputa dos pênaltis por 5 x 4, depois de um empate de 1 x 1 no tempo regulamentar. A medalha de ouro olímpica era o único título que faltava à coleção de títulos da seleção de futebol brasileira, que conta com cinco Copas. Com vitória, delegação brasileira bate seu recorde olímpico ao conquistar a sexta medalha de ouro em uma edição dos jogos.A equipe liderada por Neymar carregava as esperanças até de setores do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que não morrem de simpatia pela presença da modalidade nos Jogos.É uma atmosfera bem diversa da que marcou boa parte da campanha do time depois dos empates sem gols contra África do Sul e Iraque na primeira fase e da recusa dos jogadores em dar entrevistas após as partidas.Para aumentar o "climão", a seleção feminina fez uma campanha que, pelo menos até a semifinal, impressionou pela eficiência em campo e atitude considerada mais humilde e mesmo olímpica na opinião de público e mídia.Isso reforçou ainda mais a tensão normalmente existente entre a Confederação Brasileira de Futebol e o COB. No meio olímpico brasileiro, causa desconforto o distanciamento dos jogadores de futebol em relação ao resto da delegação.Muitos atletas, treinadores e dirigentes de outras modalidades também se ressentem da divisão de espaço com o futebol, o esporte que tradicionalmente já concentra as atenções no Brasil.
A questão, por sinal, é internacional. A Fifa, entidade controladora do futebol, e o Comitê Olímpico Internacional (COI) nunca concordaram 100% em como ter o esporte nos Jogos.Diferentemente da Copa do Mundo, em que as equipes podem levar os jogadores que bem entenderem, o torneio olímpico é historicamente marcado por restrições.Até os Jogos de Moscou em 1980, era a proibida a participação de atletas profissionais, algo que impediu o Brasil de enviar seus melhores jogadores, incluindo um certo Pelé, que deixou o amadorismo quando tinha apenas 16 anos.Com a entrada de profissionais, a Fifa começou a se preocupar com a possibilidade de o torneio olímpico virar uma "segunda Copa do Mundo".Em 1992, nos Jogos de Barcelona, a entidade impôs um sistema em que, com exceção de três "coringas", todos os jogadores precisavam ter até 23 anos.Só o que não mudou foi a rotina de tropeços do Brasil na busca pelo ouro. A participação do país teve início em 1952, mas a primeira vez que a seleção olímpica conseguiu chegar perto de uma medalha foi em 1976, quando perdeu para a então União Soviética na disputa do bronze.A primeira medalha veio apenas em 1984, uma prata. Em três ocasiões (1980, 1992 e 2004), a seleção sequer conseguiu se classificar nas eliminatórias sul-americanas, também ao contrário da Copa do Mundo, em que esteve presente em todas as edições já realizadas.A prata também veio em 1988 e nos Jogos de Londres, há quatro anos, desta vez já com Neymar em campo - e a seleção havia sido bronze em 1996 e 2008.Ao contrário de outras campanhas mais recentes, porém, "a classe de 2016" é um dos times menos "badalados" já enviados pelo Brasil. Apenas Neymar, por exemplo, esteve em uma Copa do Mundo ou ocupa um papel de destaque no futebol internacional.E, além da "maldição", a seleção enfrentou no Maracanã justamente o fantasma do 7 a 1 recebido da Alemanha nas semifinais do Mundial de 2014, em Belo Horizonte.O Brasil, porém, chegou embalado por uma sequência de três vitórias, 12 gols marcados. A equipe dirigida pelo desconhecido Rogério Micale também não sofreu nenhum gol em toda a competição."Sabíamos desde o início que jogaríamos sob pressão e isso (a mudança de expectativas) não muda coisa alguma. A medalha de ouro é o que nos interessa culturalmente porque ainda não a conquistamos, então vamos trabalhar da mesma forma", explica Micale.Mas o principal trabalho do treinador também foi o de controlar a ansiedade também de milhões de torcedores que viam na partida uma chance histórica de redenção.Equipes mais fortes, como a Argentina e o México, campeão olímpico de 2012, fizeram campanhas fracas e puseram adversários como Honduras no caminho de Neymar e cia até final. Fica no ar a impressão de "agora ou nunca"."Vou ter outra chance (de ser campeão) em casa. Não haverá outra melhor. Nós jogadores estamos vivendo um sonho e é uma realização muito grande poder disputar a Olimpíada no Brasil", disse o jogador, em uma entrevista ao site da CBF.
Resultado de imagem para brasil ganha medalha de ouro futebol masculino
Fonte:BBC

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Rio 2016

Eventos-teste da Olimpíada foram bem avaliados e Rio está no caminho certo, diz COI
Os eventos-teste realizados no Rio de Janeiro foram bem avaliados por atletas e federações, e a cidade está no caminho certo para fazer uma boa Olimpíada em 2016, disse nesta segunda-feira a presidente da comissão de coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI), Nawal EL Moutawakel.
Atletas participam de evento-teste de ciclismo para Jogos no Rio
© REUTERS/Sergio Moraes
Até agora, a cidade já realizou quatro eventos-teste para 2016: vôlei, triatlo, remo e hipismo. Outros três serão realizados nos próximos dias: vela, ciclismo de estrada e maratonas aquáticas.
“Os eventos-teste já realizados foram muito bem recebidos e aceitos pelos atletas e também pelas federação internacionais”, disse ela na abertura da reunião, cujo acesso foi liberado à imprensa. “Todos os eventos exigiram muito trabalho, integração entre os parceiros e uma equipe forte foi montada no comitê Rio 2016 e isso tem se multiplicado.”
Representantes da comissão estão no Rio nesta semana para acompanhar a preparação para os Jogos de 2016. Essa é a nona visita da comissão, e um dos focos principais será a preparação operacional da cidade e do país para a Olimpíada do ano que vem.
Nawal acrescentou que a realização dos eventos-teste e andamento das obras darão ao Brasil a chance de mostrar ao mundo sua capacidade de realizar grandes eventos e de deixar um importante legado para o país.
“O Rio está no caminho certo... Esses Jogos serão um grande legado para gerações futuras”, afirmou a ex-atleta marroquina.
Mas a presidente da comissão ressaltou que o Rio de Janeiro ainda tem muito trabalho pela frente para confirmar a expectativa de uma grande Olimpíada em 2016. “Estou confiante de que o melhor está por vir, mas ainda temos muito a fazer para garantir que tenhamos sucesso”, disse Nawal.
O presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, afirmou que os organizadores “estão felizes” e que até a abertura dos Jogos, em 5 de agosto, todos os “dias são olímpicos e paralímpicos”.  “Vamos prosseguir nesse caminho e temos uma agenda longa pela frente", finalizou.
PROTESTO MUDA TRAJETO
Por conta dos protestos contra o governo previstos para domingo, o trajeto do evento-teste de ciclismo foi alterado.
Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Paes, a chegada da prova será em São Conrado -- inicialmente, seria em Copacabana, local onde vão se concentrar os protestos.
"O evento vai ser mantido, mas não se encerra mais em Copacabana. Será em São Conrado e mudará um pouco o horário mas está tudo sob controle", disse Pães a jornalistas após o encontro com membros do COI.
"Não há prejuízo para a qualidade do evento. Não era conveniente nem educado com as manifestações nem com o evento", completou.
Fonte: Reuters