Rádio Os Informantes

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Saúde

Brasil doa R$ 25 milhões para combate ao Ebola

O governo brasileiro doou R$ 25 milhões a agências das Nações Unidas para combate ao vírus ebola e apoio à população na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa, países mais afetados pela doença.
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Desse montante, cerca de 50% foi doado em novembro à Organização Mundial da Saúde (OMS)para atenção às populações infectadas e medidas de controles da infecção. O restante foi doado este mês, sendo aproximadamente 26%, ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), para prestação de serviços básicos às populações; cerca de 18%, ao Programa Mundial de Alimentos (PMA), para financiamento de transporte e distribuição de 6,3 mil toneladas de arroz e 4,5 mil toneladas de feijão já oferecidas pelo Brasil; e aproximadamente 6%, para Fundo Fiduciário que ajuda a financiar a Missão das Nações Unidas de Resposta Emergencial ao Ebola (UNMEER), mecanismo coordenador dos esforços da ONU no combate ao ebola.
O Brasil também doou em novembro, para combate ao Ebola, R$ 1 milhão à OMS e R$ 2 milhões àOrganização Panamericana da Saúde (OPAS).
Além dos recursos financeiros, o Brasil enviou aos três países em junho 24 kits, equivalentes a seis toneladas, com medicamentos e insumos aos três países afetados pela epidemia. Cada um dos kits é suficiente para atender cerca de 500 pessoas durante três meses e contém 30 tipos de medicamentos, incluindo antibióticos, anti-inflamatórios e insumos para primeiros-socorros, como luvas e máscaras. Quatro kits foram destinados para a Guiné, cinco para Serra Leoa e cinco para a Libéria, além de outros dez enviados à OMS para distribuição.
O governo brasileiro, em nota conjunta dos ministérios da Saúde e das Relações Exteriores divulgada nessa quarta-feira (3), renovou sua solidariedade com os Povos e os Governos da Guiné, da Libéria e de Serra Leoa e reafirmou sua intenção de continuar a contribuir com os esforços internacionais para prestar toda a assistência possível às populações afetadas pelo vírus ebola.
Com informações do Ministério da Saúde e do Itamaraty.

Dia Nacional do Combate à Corrupção

Procurador-Geral da República pede troca de diretoria da Petrobras


No Dia Nacional de Combate à Corrupção, o Procurador-Geral da República disse que o Brasil ainda é um país extremamente corrupto. No discurso, Rodrigo Janot também pediu a saída de toda a diretoria da Petrobras.
“Esperam-se as reformulações cabíveis, inclusive, sem expiar ou imputar previamente culpa, a eventual substituição de sua diretoria e trabalho colaborativo com o Ministério Público e demais órgãos de controle. Ninguém, ninguém se beneficiará de ajustes espúrios, disso todos temos que ter certeza”, disse Rodrigo Janot.
Ele comparou o esquema bilionário de fraudes a licitações e pagamento de propina a partidos e parlamentares a um incêndio descontrolado. “Vivemos um momento de turbulência, quando o país se vê convulsionado por um escândalo que, como um incêndio de largas proporções, consome a Petrobras e produz chagas que corroem a probidade administrativa e as riquezas da nação”, afirmou.
Ele aproveitou também para rebater comentários de que ele, indicado pela presidente da República, poderia tentar blindar o governo. “Ao contrário do que aventaram nos últimos dias, a PGR age”, garante Janot.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, estava no evento. Ele também discursou, mas em nenhum momento citou o escândalo envolvendo a Petrobras. Na saída, chegou a comentar que havia fortes indícios de corrupção na empresa, mas o tom das declarações desagradou o governo e a presidente Dilma determinou que fosse feita uma defesa mais efetiva da diretoria da Petrobras e da atual presidente, Graça Foster.
O ministro Cardozo, então, convocou uma entrevista coletiva e disse que não há provas de envolvimento dos diretores atuais no esquema.
“Não existem quaisquer indícios ou suspeitas que recaiam sobre a pessoa da atual presidente da Petrobras, Graça Foster, e os atuais diretores. Em segundo lugar, é importante observar que tanto Foster como os atuais diretores da Petrobras têm colaborado intensamente com as investigações. Tudo aquilo que pode ser feito por parte desta diretoria tem sido feito para que as investigações cheguem a bom termo”, declarou José Eduardo Cardozo.
Fonte: Hora 1 

Saúde e Educação

Servidores da saúde e da educação cruzam os braços em Brasília


Brasília enfrentou mais um dia de protestos. Servidores da educação e da saúde cruzaram os braços. O atendimento nos hospitais e as aulas nas escolas ficaram comprometidos. O trânsito também ficou complicado porque algumas cooperativas de ônibus continuavam sem trabalhar.
A dívida do governo com os funcionários da saúde e educação chega a R$ 700 milhões. As categorias bloquearam o centro da cidade em um protesto contra os salários atrasados.
Nas escolas, os portões permaneceram fechados e as provas foram adiadas.
O dia começou complicado também para quem depende do transporte público com mais manifestações e vias bloqueadas. Parte da frota não circulou. O governo do Distrito Federal diz que já transferiu R$ 35 milhões para as empresas.
Nos hospitais houve mais protestos, auxiliares e técnicos de enfermagem suspenderam o atendimento. Cerca de 35 mil funcionários estão com os salários atrasados.
Pacientes que procuraram atendimento foram embora. O ajudante de eletricista Francisco do Nascimento conta que a filha de sete anos precisou ser atendida na madrugada, mas não conseguiu e acabou morrendo.
O governo do Distrito Federal disse que já depositou os salários dos funcionários da educação e que os salários dos servidores da saúde devem cair ainda nesta quarta (10). O governo diz que os atrasos têm a ver com uma queda na receita.
A Secretaria de Planejamento explica que remanejou R$ 240 milhões de outras áreas, para quitar as dívidas com todos os servidores.
Os ônibus já voltaram a circular normalmente, mas ainda há greve em cooperativas que atuam nas regiões administrativas de Brasília.
Fonte: Hora 1

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Economia


Pesquisa aponta os supermercados mais baratos do Brasil

Encontrar o supermercado mais barato na hora de fazer as compras pode significar uma economia de até R$ 2,2 mil em um ano na cidade de São Paulo. A Proteste Associação de Consumidores realizou o décimo levantamento anual em 19 cidades para eleger os supermercados mais baratos e comparar a economia feita em um ano. 

Foram pesquisados dois tipos de cestas de comprasw, que equivalem a dois perfis de consumidor: uma com 104 produtos de marcas líderes e outra com 90 itens sem marca definida. Segundo a pesquisa foram evitados dias de promoções. 

Em Florianópolis estão os supermercados com maior preço médio para as duas cestas pesquisadas, 14% a mais do que os preços médios encontrados no Rio Grande do Norte, lugar com menor preço médio para as cestas. 

De acordo com a pesquisa, em Fortaleza o consumidor pode economizar de R$ 699 à R$ 878 em um ano de compras. Foram pesquisados 1.278 estabelecimentos em 19 cidades brasileiras em 13 estados, além do Distrito Federal.
As lojas foram comparadas entre os preços para a Cesta 1, com produtos de marcas líderes.
Supermercados mais baratos do País:
Belo Horizonte - Supermercados BH
Brasília - Atacadão
Campinas - Atacadão
Curitiba - Condor
Florianópolis - Fort
Fortaleza - Maxi 
Goiânia - Makro
Guarulhos - Atacadão
Jaboatão dos Guararapes - Hiper Bom Preço
Natal - Atacadão
Olinda - Atacadão
Porto Alegre - Big
Recife - Makro
Rio de Janeiro - Atacadão
Salvador - Atacadão
São Luís - Mateus
São Paulo - Atacadão
Vitória - Walmart
Fonte: O Povo

Desmatamento no Brasil



O desmatamento no Brasil é escandaloso. Com o passar do tempo, a devastação pode ser vista e sentida. São muitos motivos que influenciam o desmatamento: urbanização descontrolada, agropecuária, crescimento industrial, comércio de madeira. Porém, as consequências da falta de planejamento sustentável podem custar caro.

O Brasil é um país que possui muitas riquezas naturais; a biodiversidade que se encontra nos diferentes biomas pode trazer múltiplos benefícios para ciência e para sociedade como um todo. Porém se toda essa riqueza continuar sendo explorada sem limites, seu fim será certo e o que sobrará serão malefícios, tais como desertificação, extinção de espécies, aceleração do aquecimento global, diminuição dos recursos hídricos, desfertilização dos solos e muitos outros.
Ao contrário do que se pensa, o desmatamento não é uma novidade. A mata atlântica, por exemplo, começou a ser desmatada logo depois da descoberta do Brasil pelos portugueses, que buscavam o pau-brasil para produzir um valioso corante para vender na Europa. A exploração não parou por aí: a história nos mostra que os ciclos econômicos do Brasil consumiram mais de 90% da mata que um dia cobriu o litoral do país.
A floresta amazônica padece do mesmo mal. Apesar da sua importância ser muito conhecida, o cuidado que se tem com ela é ínfimo. As constantes queimadas, o comércio ilegal de madeira, o contrabando e caça de animais, tudo contribui para uma crescente diminuição da cobertura vegetal amazônica e prejudica até o clima.
Já o cerrado é o bioma mais desmatado. Estudos mostram a diminuição assustadora de sua área original: a derrubada das árvores para beneficiar obras urbanas, construir pastos e fazer enormes plantações, produção de carvão vegetal e as constantes queimadas enfraquecem e ameaçam o cerrado brasileiro.
Apesar da visível degradação que o homem vem causando ao longo dos anos no Brasil, apenas há alguns anos as leis se tornaram mais rígidas, podendo levar para prisão quem comete um crime ambiental. É certo que uma legislação pode ajudar a deter maior parte do desmatamento, mas se o governo não impuser fiscalizações para monitorar as áreas de preservação, as leis acabarão sendo em vão.
                  Fonte: Dsmatamento no Brasil 

Policial

Estradas cearenses registram 41 acidentes, com 11 mortes durante o fim de semana

O Ceará registrou um fim de semana com trânsito considerado violento. Em menos de 48h, de sábado (6) a domingo (7), foram contabilizados, segundo dados das policias rodoviárias Federal (PRF) e Estadual (PRE), 41 acidentes, que deixaram 11 pessoas mortas.
Este foi um dos fins de semana mais violentos do ano, segundo dados da PRFO número de vítimas maior que o fim de semana anterior, compreendido entres os dias 29 e 30 de novembro, quando foram registrados 8 mortes, em decorrência de 50 acidentes nas BRs e CEs que cortam o Estado.
Na rodovia BR-116, km 162, o motorista de umVolkswagem Polo perdeu o controle do veículo e acabou saindo da via e colidindo. O condutor, Francisco Inácio Santos, 56 anos, e uma passageira não identificada morreram no local.
Outro acidente que deixou duas vítimas ocorreu no quilômetro 174, da BR-116, no município de Russas. Um Fiat Siena colidiu na traseira de uma moto. O motociclista e a passageira vieram a óbito ainda na via.
De acordo com a PRF e PRE, outras 37 pessoas que se envolveram em algum tipo de acidente automobilísticos ficaram feridas.
Fonte: Diário do Nordeste

Economia (Ceará)

PIB do Ceará avança 5,60% no 3º trimestre deste ano


O Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará no 3º trimestre deste ano superou as expectativas e registrou expansão de 5,60%, enquanto o País apontou queda de 0,2%. No acumulado do ano, a economia cearense ostenta um crescimento de 4,19%, enquanto o País marca tímido 0,2%.
Por setores de atividade, a agropecuária cearense mostra no referido período uma expansão de 51,2% no 3º trimestre, embora a economia do Estado sofra com os impactos da seca persistente. A indústria amarga queda de 0,70% e os serviços mantêm a força com crescimento de 4,50%.
Os resultados do PIB contabilizados consideram a soma de todos os bens e serviços da economia, neste caso, a preços de mercado, ou seja,incluindo o valor dos impostos indiretos e subsídios. Os números foram revelados no fim desta manhã pelo Intituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). 

Fonte: Diário do Nordeste

ECONOMIA

Dólar opera em alta nesta segunda e passa marca de R$ 2,60


O dólar abriu esta segunda-feira (8) em leve alta, repetindo o desempenho das duas sessões anteriores, mas à tarde ganhou força e passou a marca de R$ 2,60. O mercado ainda aguarda mais detalhes sobre quais medidas a nova equipe econômica tomará para enfrentar a inflação alta e crescimento baixo, além do futuro do programa de intervenções diárias do Banco Central no câmbio.
Às 15h29, a moeda norte-americana subia 0,88%, cotada a R$ 2,6161 na venda.
"O mercado está fraco, com pouco volume, o que é tradicional do final do ano", afirmou à Reuters o gerente de câmbio da corretora Fair, Mário Battistel, lembrando que a indefinição sobre eventuais novas medidas econômicas que devem ser divulgadas pelo governo também fazia os investidores continuarem cautelosos.
Joaquim Levy e Nelson Barbosa, indicados para assumir os ministérios da Fazenda e do Planejamento, respectivamente, já trabalham para mostrar novas orientações na condução da política econômica, com viés mais ortodoxo.
Na semana passada, uma indicação foi dada, ao adotar projeções do mercado para estabelecer metas fiscais futuras. Para 2015, a economia para pagamento de juros foi alterada a R$ 66,3 bilhões, ou 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), já descontados R$ 28,7 bilhões dos investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O mercado de câmbio também estava aguardando sinais de como o BC tratará seu programa de intervenções diárias a partir do ano que vem, informou a Reuters. Até o final deste ano, a autoridade monetária oferece diariamente até 4 mil contratos de swaps cambiais, equivalente a venda futura de dólares.
Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, todos com vencimento em 1º de junho de 2015, com volume financeiro equivalente a US$ 198,6 milhões. O BC também vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro, equivalentes a US$ 9,827 bilhões. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 30% do lote total.
Na sexta-feira, a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,5933, em alta de 0,14%. A divisa atingiu R$ 2,6110 na máxima do dia, mas voltou a operar em níveis mais baixos na última hora.
Fonte: G1.com

50 anos do galpe militar

Como um pesadelo que ainda provoca calafrios e aflições e não se dissipa com raios da manhã, o golpe militar de 31 de março de 1964 — que completa 50 — ainda está vivíssimo na memória do País como um período de tenebrosas violações da liberdade, dos direitos humanos que deixou milhares de mortos, desaparecidos e torturados e se prolongou por longos 21 anos, até 15 de março de 1985 com a posse do civil José Sarney e a instauração da Nova República.
Um período de excessos que não se curvou até hoje a julgamento histórico de fato. Ainda que existam movimentos concretos de tentativa de apuração dos abusos, nada ainda aconteceu.
Torturadores e militares com as mãos sujas de sangue refestelam-se no sofá da sala quem sabe livres das dores agudas da consciência. Mas é sempre importante lembrar que, apesar do combate desigual, os opositores do regime sequestraram diplomatas, assaltaram bancos, mataram e orquestraram guerrilhas armadas. O País, governado por uma vítima da tortura, não consegue acertar as contas com o seu passado.
Nesses 50 anos dessa violenta ruptura institucional, não há absolutamente nada a comemorar. Não há vencedores, nem vencidos. Até porque alguns dos mais ilustres e impetuosos combatentes da ditadura – os supostos mocinhos deste filme de terror – estão presos numa cadeia em Brasília condenados pelo vil crime de corrupção.   
Mas vamos aos fatos que fizeram os senhores de farda verde-oliva saírem dos quartéis para enterrar a democracia e a liberdade por duas décadas. A história, então, recua para 25 de agosto de 1961 quando um presidente populista, dado a se expressar em português castiço, renunciou ao mandato acuado pelo que disse serem “forças terríveis” que se levantaram contra ele.
Jânio Quadros, diziam, queria voltar aclamado pelo povo, com poderes ampliados, o que jamais aconteceu. Seu vice, João Goulart, estava na China quando tudo aconteceu. A temível China comunista, o que só ajudava naquele instante a reforçar sua imagem de comunista. Justo ele, filho de um rico estancieiro, como se diz nos pampas de onde veio.
O mundo vivia tempos maniqueístas, dominado pelo medo e dividido entre obsoletas ideologias capitalista e comunista. Era a Guerra Fria, em que a então União Soviética comunista e os Estados Unidos capitalistas duelavam num tabuleiro de xadrez (ou seria um paiol atômico) pela supremacia do planeta.
E o que americanos mais temiam era que o Brasil se convertesse numa gigantesca Cuba continental e carregasse toda a América Latina numa aventura socialista.  Daí, o apoio integral ao golpe contra Jango.
Os militares não se afeiçoavam a Jango desde sua atuação como ministro do Trabalho de Getúlio Vargas e, com a renúncia de Jânio, ensaiaram um primeiro golpe. Não deu certo, o Brasil viveu uma breve experiência parlamentarista e Jango recuperou seus poderes em janeiro de 1963. Quase um ano depois, em 1º de abril, deixava o poder rumo a um exílio sem volta. Ele não tinha aliados suficientes na caserna e nem os mais próximos se dispuseram a lutar contra tropas que marcharam de Minas Gerais para apeá-lo do poder.
Como Jango queria, não se derramou uma gota de sangue sequer. Havia clamor popular contra o governo que apoiava reformas sociais, intenção que Jango — inflamado pelo incendiário cunhado e então governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola, deixara bem claro num barulhento comício na Central do Brasil, no Rio de Janeiro.
No discurso, lançara propostas incômodas para uma já assustada classe média que respondeu com os comícios no Rio e em São Paulo batizados de Marcha da Família com Deus pela Liberdade, pateticamente reeditados há quinze dias.
Com o País dividido, Jango lançou-se ao desafio final antes da derrota de 31 de março. Solidarizou-se com marinheiros e sargentos rebelados e, no último gesto de enfrentamento, reuniu-se com os sargentos no Automóvel Clube do Rio de Janeiro, num imperdoável — para os militares — apoio à insubordinação militar. No dia seguinte, o Exército se rebelou e Jango foi deposto.
Cinco generais (e uma temporária junta militar) se revezaram no comando do País. Homens de espírito duro — alguns bem mais duros — que sufocaram com mão de ferro os contrários. O golpe dentro do golpe se deu quatro anos depois em meio a revoltas estudantis e com a luta armada surgindo.
O general Arthur da Costa e Silva assinou em 13 de dezembro de 1968 o Ato Institucional nº5, o mais cruel dispositivo utilizado pela ditadura. O ato suprimiu os direitos políticos dos cidadãos por dez anos em caso de manifestação contra o regime e determinou que prisões poderiam ser feitas sem o respeito aos direitos legais. O Congresso permaneceu fechado por um ano.
Pouco articulada e sem apoio da população, que desfrutava uma euforia do crescimento da economia, reajustada nos primeiros anos pelos militares, a oposição foi presa fácil e rapidamente sufocada. Mortos, torturados, desaparecidos e exilados só aumentavam.
Intelectuais de peso foram obrigados a fugir e viver no exterior e quem ficou, sucumbiu. 50 anos.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Acidente Helicóptero

Piloto de helicóptero que caiu no PR é encontrado em um terreno baldio

De acordo com a Polícia Militar, após levantar voo aeronave teve uma pane mecânica (Foto: Luciney Molina Marques/ Arquivo Pessoal)O piloto do helicóptero que caiu em Terra Boa, no noroeste do Paraná, e deixou três pessoas feridas neste domingo (7), foi encontrado pela Polícia Militar (PM) escondido em um terreno baldio próximo ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), local da queda, no fim da tarde.
Segundo o investigador da Polícia Civil Rivelino Braz, o piloto disse que fugiu porque foi ameaçado por pessoas que presenciaram o acidente. “Ele informou que ficou com medo de apanhar. Mesmo ferido, não pensou muito e fugiu”, informou Braz. O piloto é de São Paulo e tem 34 anos. Ele foi levado para o Hospital Municipal São Judas Tadeu com um ferimento na perna.
À polícia o piloto disse que comprou o helicóptero há pouco tempo e levaria a aeronave paraLondrina, no norte do estado, para fazer a manutenção. Como estava na região, foi contratado por um agenciador para realizar voos panorâmicos em uma exposição na cidade de Jussara, a 21 km de Terra Boa. “Em Jussara, o movimento de pessoas que procuravam o serviço estava muito fraco, então ele e esse agenciador decidiram vir para Terra Boa para ver se conseguiam ganhar algum dinheiro. O agenciador sabia que a prefeitura havia proibido a realização desse serviço no município. Mas, mesmo assim, eles vieram por conta em risco”, detalha o investigador da Polícia Civil.
O piloto ainda não entregou a carteira de habilitação de piloto privado de helicóptero (Brevê) à polícia. Segundo o investigador Rivelino Braz, ele, o agenciador e outras duas pessoas prestarão depoimento na quarta-feira (10). A aeronave permanecerá no local até a chegada de peritos da Aeronáutica, que vão avaliar as causas do acidente.
                                                                         Fonte: G1.com

MUNDO

Tufão nas Filipinas destrói casas e mata pelo menos 3 pessoas


Tufão Hagupit fez três vítimas e mais de 1,2 milhão de pessoas fugiram para abrigos (Foto: Marlon Tano/AFP)Tufão Hagupit fez três vítimas e mais de 1,2 milhão de pessoas fugiram para abrigos (Foto: Marlon Tano/AFP)
Info tufão ciclone furacão (Foto: Editoria de Arte/G1)Info tufão ciclone furacão (Foto: Editoria de Arte/G1)
Um poderoso tufão de lenta movimentação atingiu a região central das Filipinas neste domingo (7), trazendo ventos fortes, destruindo casas e derrubando árvores e redes de energia em áreas que ainda se recuperam de uma super-tempestade ocorrida há pouco mais de um ano.
As aldeias costeiras de Dolores, na ilha de Samar, onde o tufão Hagupit atingiu primeiramente a terra firme na noite de sábado, o prefeito Emiliana Villacarillo disse que cerca de 80% das casas foram destruídas. "Somente as grandes casas ficaram de pé", disse Villacarillo, acrescentando que inundações também destruíram lavouras de arroz numa região-chave de crescimento.
Hagupit, que dias antes tinha atingido a categoria 5 de força de "supertufão" enquanto passava pelo Oceano Pacífico, enfraqueceu-se no domingo para a categoria 2 (que tem ventos entre 150 e 170 km/h), ao atingir a terra firme por uma segunda vez na cidade de Cataingan no sul da ilha de Masbate.
Autoridades confirmaram que pelo menos três pessoas morreram devido ao tufão, incluindo um residente de Dolores que foi morto pela queda de um coqueiro.
"A devastação é enorme em casas por causa dos ventos fortes", disse o secretário do Interior, Manuel Roxas, à rádio local DzBB desde Samar. "Muitas pessoas voluntariamente retornaram para centros de evacuação esta noite, um número maior do que aqueles que fugiram para os centros ontem à noite, porque eles não têm mais casas."
No entanto, o tufão Hagupit não pareceu ter causado devastação na mesma escala do mortal tufão do ano passado Haiyan, em parte porque houve uma massiva operação de evacuação de residentes de áreas costeiras e propensas a deslizamentos antes que a tempestade chegasse.
Mais de 1,2 milhão de pessoas fugiram para 1.500 escolas, centros civis, prefeituras, academias e igrejas usadas como centros de abrigo por toda a área central das Filipinas, disse Gwendolyn Pang, secretária-geral da Cruz Vermelha filipina.
Roxas disse equipes de resgate limparam a rodovia que dá acesso a Dolores de cerca de 25 a 30 enormes árvores caídas. Alguns moradores estavam nas ruas pedindo comida, água e outros suprimentos.
Não houve relatos iniciais de características de tempestade que foram tão destrutivas durante o tufão Haiyan, que matou mais de 7 mil pessoas em todo o centro das Filipinas.
"Os danos estruturais foram provocados principalmente pelo vento, e não por impulso da tempestade", disse a porta-voz presidencial Abigail Valte.
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homem é visto no topo de uma casa destruída em Tacloban, após passagem do tufão nas Filipinas (Foto: AFP)Homem é visto no topo de uma casa destruída em Tacloban, após passagem do tufão nas Filipinas (Foto: AFP) FONTE:  G1.com

GOVERNO

Veículos terão placas no padrão Mercosul a partir de 2016

Nova placa terá margem azul superior, com o emblema do Mercosul à esquerda e o nome do país ao centroOs veículos registrados a partir de janeiro de 2016 passarão a adotar placas no padrão Mercosul, com fundo branco, quatro letras e três números.
O objetivo é facilitar a visualização e leitura das placas pelas fiscalizações eletrônicas, além de dificultar, com a ajuda de alguns dispositivos de segurança, eventuais clonagens. 
A resolução do Conselho Nacional de Trânsito, que estabelece o novo sistema de placas de identificação de veículos foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (4).
Nova placa
A nova placa terá margem azul superior, com o emblema do Mercosul à esquerda e o nome do país ao centro.
A bandeira nacional ficará à direita da placa, que terá, ainda, linhas onduladas horizontais e marcas d’água com a logo do Mercosul, gravadas na película refletiva. Ela valerá para o Brasil, Uruguai, Paraguai, a Argentina e Venezuela.
De acordo com o Ministério das Cidades, é alto o número de placas veiculares clonadas no Brasil. Segundo o ministério, normalmente a clonagem é feita por quadrilhas especializadas em roubo de veículos. Acrescenta que há um grande número de proprietários, que, para evitar multas, usam placas frias para driblar a fiscalização eletrônica.
Em nota, o ministério informou que, futuramente, será possível uma integração entre os dados dos países do Mercosul, o que permitirá controle mais rigoroso do transporte de cargas e de passageiros , além dos carros particulares.
Fonte:
Agência Brasil 

sábado, 6 de dezembro de 2014

Operação Lava Jato

Documento apreendido com o doleiro Youssef lista 750 obras públicas 


A Justiça Federal encontrou indícios de que crimes de corrupção e propina atingem outros setores e empresas públicas, além da Petrobras. Uma planilha com mais de 700 obras encontrada com o doleiro Youssef levantou a suspeita. Somadas as obras chegam a quase R$ 12 bilhões.
A revelação está em uma das decisões do juiz Sérgio Moro no caso da Lava Jato. O juiz se baseou em uma planilha apreendida com o doleiro Alberto Youssef que lista 750 obras públicas.
Sérgio Moro afirma que, embora a investigação deva ser aprofundada quanto a este fato, é perturbadora a apreensão desta tabela nas mãos de Alberto Youssef, sugerindo que o esquema criminoso de fraude à licitação, sobrepreço e propina vai muito além da Petrobras.
O Jornal Nacional teve acesso à tabela apreendida com o doleiro. Segundo investigadores, é um controle organizado, que descreve: construtoras como clientes - algumas delas investigadas e com executivos presos; e dá detalhes sobre cada obra e valor. Um exemplo: o documento descreve um pedido de cotação para o gasoduto Ceará-Piauí-Maranhão, com proposta enviada, segundo o documento, em março de 2010. O valor: mais de R$ 1 bilhão.
A planilha cita como cliente a UTC Engenharia, empresa do diretor, Ricardo Pessoa, que está preso e é apontado como o chefe do chamado clube de empreiteiras que pagava propina para ter contratos com a Petrobras.
A Petrobras Netherlands, braço da Petrobras na Holanda, aparece 12 vezes nessa lista. Segundo o documento, são módulos para as plataformas P-58 e P-62.
O controle encontrado com o doleiro cita, ainda, obras públicas em outros países como Argentina, Uruguai, Equador, Colômbia e Angola. No caso da Argentina, há três citações de concorrência internacional do gasoduto córdoba. Segundo o documento, em uma delas há a inscrição: financiamento do BNDES. E o valor: R$ 60 milhões em 2008.
A cliente colocada na tabela é a construtora OAS, investigada na Lava Jato com executivos presos. O documento descreve, serviços diversos para prefeituras, governos estaduais, governo federal e empreiteiras. É um apanhado de obras que inclui, além de gasodutos, refinarias, mineração, aeroportos e portos.
Tem até o Porto de Mariel, em Cuba. A planilha traz valor de R$ 3,6 milhões. O cliente, segundo o doleiro, é a Olex, a Odebrecht Logística e Exportações. A Odebrecht é a responsável pela obra pública no porto de Mariel, em Cuba.
Além disso, projetos da Transpetro são citados diversas vezes. Paulo Roberto Costa afirmou à Justiça Federal que recebeu R$ 500 mil em propina das mãos do presidente licenciado da subsidiária da Petrobras, Sergio Machado.
Investigadores ressaltam que ainda é cedo para dizer que houve pagamento de propina nas 750 obras que estão na lista. Mas destacam: a planilha é um indício que reforça a versão dada por Paulo Roberto Costa à Justiça e a CPI de que o que acontecia na Petrobras acontece no Brasil inteiro. O documento está orientando novas apurações sobre a dimensão do esquema.
Na semana que vem, o Ministério Público Federal deve oferecer as primeiras denúncias contra os executivos de empreiteiras. Os procuradores vão trabalhar durante o fim de semana para acelerar essa etapa. O passo seguinte é a Justiça decidir se os executivos vão virar réus.
A Odebrecht afirmou que não fez qualquer pagamento a Alberto Youssef para conseguir obras no Brasil ou no exterior.
A Transpetro declarou que não tem intermediários na realização de nenhum contrato.
Sérgio Machado, presidente licenciado da Transpetro, negou as acusações de pagamento de propina. Nesta sexta-feira (5), o Conselho Administrativo da empresa aprovou pedido de prorrogação da licença dele.
A OAS e a UTC Engenharia não responderam às nossas ligações.
A Petrobras não quis comentar a denúncia.
O BNDES informou que não financiou a obra na Argentina que foi citada na planilha.
                                                                                                                               Fonte: Jornal Nacional

Ministério Publico

MP pede a anulação de contratos de obras em trens de São Paulo


Depois que a Polícia Federal acusou, de formação de cartel, executivos de grandes empresas e dirigentes, e ex-dirigentes da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, o Ministério Público do Estado entrou com uma ação na Justiça.
Os promotores pedem a anulação de três contratos que foram firmados em governos do PSDB em São Paulo.
Os promotores vasculharam três contratos para manutenção preventiva de trens de passageiros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, a CPTM. De acordo com a investigação, 11 empresas se uniram para fraudar as três concorrências, que ocorreram entre 1999 e 2002, nos governos de Mario Covas e Geraldo Alckmin, do PSDB.
As investigações começaram depois do depoimento de executivos da multinacional alemã Siemens, que fizeram um acordo de delação premiada.
Segundo o MP, o esquema era simples. Quando a licitação era lançada, as participantes do cartel negociavam, entre elas, qual o consórcio ou empresa venceria a disputa. E para isso, os demais competidores se comprometeriam a apresentar propostas com preços maiores.
Na maioria das licitações, quem ganhava subcontratava as empresas perdedoras. O esquema, segundo o MP, atingiu primeiro um contrato de manutenção de 30 trens, assinado em 2001. O vencedor foi o consórcio que tinha CAF, Alstom e a divisão de trens da Daimler-Chrysler, que depois foi adquirida pela Bombardier.
Segundo o MP, as empresas combinaram que a Siemens ficaria com outro contrato: o de manutenção de dez trens. Não deu outra. A empresa alemã venceu a segunda licitação. E, como combinado, a Siemens subcontratou a MGE.
Os promotores dizem que também houve acerto para que a Alstom e CAF fizessem a manutenção de mais 48 trens e subcontratassem T-Trans, Tejofran e a Bombardier. O MP suspeita que Mitsui, Temoinsa e MPE também tenham participado do esquema.
Na ação, os promotores pedem que as empresas paguem aos cofres públicos R$ 487 milhões.
Além de pedir o ressarcimento, o Ministério Público de SP está investigando outros 45 contratos que foram assinados com o mesmo grupo de empresas. E desses, 18 ainda estão em vigor, estão em andamento. E por isso, os promotores querem terminar logo as outras investigações para pedir a suspensão de todos esses contratos.
“O indicativo é que o esquema continua a operar até hoje. Ele não terminou de operar. Continua havendo cartel nos contratos do sistema metroferroviário de SP”, aponta o promotor Marcelo Milani.
Os promotores confirmaram que a justiça Suíça decidiu colaborar com as investigações no Brasil. E vai mandar cópias de todos os processos que apuram que o dinheiro que ex-funcionários da CPTM mantinham no país europeu era fruto de propina.
O PSDB de São Paulo declarou que é a favorável às investigações sobre formação de cartel, e que espera que elas sejam aprofundadas no que se refere, por exemplo, a contratos de outros estados e do Governo Federal.
A Tejofran afirmou que pôs à disposição todos os dados sobre os preços praticados nas concorrências.
A CAF informou que está colaborando com as autoridades.
A T-Trans afirmou que nunca participou de cartel.
A Siemens reafirmou que forneceu as informações que iniciaram as investigações.
A Alstom declarou que cumpre a legislação brasileira.
A CPTM afirmou que está colaborando com as investigações, e que a Procuradoria do Estado entrou com uma ação na Justiça para exigir o ressarcimento dos valores.
A Mitsui, a Bombardier, a MPE e a MGE não se manifestaram. E o Jornal Nacional não conseguiu contato com a Temoinssa.
                                                                                                            Fonte: Jornal Nacional 

Incêndio em São Paulo

Incêndio atinge imóvel na região do Pari, no Centro de São Paulo


Um incêndio atingiu um galpão de roupas no Centro de São Paulo no começo da tarde deste sábado (6). O imóvel fica na Rua Carnot, no Pari. A região concentra um grande mercado de cama, mesa e banho. É um polo nacional de confecções.
Incêndio na Rua Carnot
A Polícia Militar informou que recebeu um chamado por volta das 12h30 para combater o incêndio. Segundo o Corpo de Bombeiros, 29 equipes trabalham no local, com mais de 100 homens.
Ainda de acordo com os bombeiros, não há informação sobre vítimas tampouco o que teria provocado as chamas.
Os bombeiros tiveram dificuldade para entrar no imóvel, que apesar de ser grande, tinha apenas uma entrada de acesso. Por volta das 13h30, já no interior do galpão, eles tentavam evitar que as chamas atingissem depósitos vizinhos.
                                                                                                                  Fonte:G1.com