Palestinos incendeiam local venerado por judeus na Cisjordânia.
Dezenas
de palestinos incendiaram nesta sexta-feira (16) o túmulo de José,
um local venerado pelos judeus em Nablus,
norte da Cisjordânia ocupada, anunciaram a polícia palestina e o
exército de Israel.
| Imagem da Internet |
Os
palestinos lançaram bombas incendiárias contra o local de
peregrinação para os judeus. O ataque provocou graves danos.
Para
os judeus, o local atacado é o túmulo de José, um dos 12 filhos de
Jacó, vendido por seus irmãos e levado ao Egito,
de onde seu corpo foi trasladado segundo a tradição bíblica.
O
local, onde os palestinos afirmam que se encontra o túmulo de um
xeque local, foi cenário de confrontos no passado, sobretudo durante
a segunda Intifada (2000-2005).
O
presidente palestino, Mahmud Abbas, condenou o incêndio do túmulo
de José e chamou o ato de "irresponsável", segundo a
agência oficial Wafa. Abbas "decidiu formar imediatamente uma
comissão de investigação sobre o ato irresponsável cometido esta
manhã no túmulo de José, e para reparar os danos causados por este
gesto deplorável", afirma a agência.
Palestinos
e israelenses se enfrentam há duas semanas em confrontos que
deixaram mais de 30 mortos e mais de mil feridos do lado palestino, e
sete mortos e dezenas de feridos do lado israelense.
A
tensão aumentou na região devido ao aumento no controle do acesso a
ao complexo onde fica o Muro das Lamentações a mesquita de al-Aqsa,
um local em Jerusalém Oriental considerado sagrado por judeus e
muçulmanos. Palestinos temem que Israel mude o acesso atual à
mesquita, onde judeus podem visitar mas não podem rezar, algo que
Israel diz que não pretende fazer.
Palestinos
mortos
Três
palestinos foram mortos nesta sexta na Cisjordânia e na Faixa de
Gaza. Perto da colônia de Kiryat Arba, na Cisjordânia ocupada,
um palestino disfarçado de jornalista esfaqueou e deixou
gravemente ferido. Ele foi morto pouco depois. O palestino estava
vestido como repórter fotográfico, o que permitiu que se
aproximasse dos soldados. Imagens mostram um homem deitado no chão,
com uma camisa com a palavra "press".
Já
confrontos na Faixa de Gaza ocorrem durante o que os palestinos
chamaram de "Sexta-feira da Revolução" contra Israel. Os
protestos foram incentivados pelos movimentos do Hamas e Jihad
Islâmica.
Um
palestino morreu e 30 pessoas ficaram feridas nesta sexta em
confrontos com israelenses perto da passagem de Erez, na Faixa de
Gaza, segundo o ministério da Saúde do teritórrio. O porta-voz do
ministério, Ashraf al Qudra, indicou à AFP que Abdul Qadir Farhat,
de 19 anos, morreu "após receber tiros na cabeça disparados
pelo exército durante confrontos". Ele acrescentou que outras
30 pessoas ficaram feridas, 14 delas por tiros, e que foram levadas
para hospitais da região.
Também
na Faixa de Gaza, outro palestino foi morto a tiros por soldados
israelenses. Mahmoud Homaida, de 22 anos, foi atingido por munição
real perto do antigo ponto de passagem de Nahal Oz, entre o
território palestinos e Israel, segundo o porta-voz do Ministério,
Ashraf al-Qoudra.
Fonte: G1
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