Rádio Os Informantes

sábado, 16 de janeiro de 2016

Muda-se a versão de Cerveró sobre pagamento de propina á campanha de Lula.

O delator  do esquema de corrupção na estatal na Operação Lava Jato e também ex-diretor da Internacional Petrobras, Nestor Cerveró, modificou sua versão  original sobre um suposta propina paga a campanha de releição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que essa propina que teria sido de R$ 4 milhões haveria vindo de recursos que teriam origem na obra de Renovação do Parque de Refino (Revamp) da refinaria de Pasadena, no Texas, de acordo com um documento obtido pelo "Valor".

Os advogados de defesa do delator informou sobre iniciais aos investidores do lava-jato de que "foi acertado que a Odebrecht faria o adiantamento de US$ 4 milhões para a campanha do presidente Lula, o que foi feito", ainda foi alegado, por Cerveró, que o pagamento seria realizado em contra partida a um contrato obtido pela empreiteira UTC para o Revamp de Pasadena, porém, ainda segundo o "Valor", a menção ou suposto caixa dois não consta no depoimento de número 5 da delação premiada de Caveró, homologada pelo ministro Teor Zavascki. O ex-presidente Lula não é mercionado no termo de declaração de pagamento de suborno pela Pasadena. 
"Foi decidido que (...) a contrapartida da UTC pela participação nas obras do Revamp seria o pagamento de propina; que se acertou que a UTC adiantaria uma propina de R$ 4 milhões, que seriam para a campanha de 2006, cuja destinação seria definida pelo senador Delcídio do Amaral [PT-MS]" consta documento.
"Outra diferença entre o acordo de delação inicial e o depoimento se refere à presidente Dilma Rousseff. No resumo de informações, Cerveró citou a presidente em três momentos, quando falou sobre Pasadena. Contudo, não há citação a Dilma no termo homologado pelo STF."

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